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A relação entre a SOP e Autismo

A ciência nos mostra que a SOP e autismo é mais próxima do que se imagina. Estudos mostram que mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP) podem ser mais propensas do que outras a ter um filho com autismo.

Cerca de 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva é afetada pela SOP, que ocorre quando uma mulher produz altos níveis de testosterona. 

A condição está ligada a ter sacos cheios de líquido conhecidos como folículos nos ovários e também é caracterizada por pelos excessivos no corpo e ciclos menstruais irregulares.

No artigo que preparei abaixo, apresento este estudo que relaciona SOP e autismo. Vamos conferir?

O que diz o estudo?

O relatório ligando SOP e autismo apareceu na revista Translational Psychiatry em 2018. Para este estudo, foram analisados os registros de saúde de 8.588 mulheres com SOP e seus filhos primogênitos. 

Eles compararam com os registros de 41.127 mulheres sem o transtorno. Depois de considerar outros fatores, eles descobriram que mulheres com SOP tinham 2,3% de chance de ter um filho com autismo em comparação com 1,1% de chance de mulheres sem SOP.

Quando analisaram os mesmos dados, os pesquisadores também notaram que as mulheres com autismo eram mais propensas a ter SOP, e as mulheres com SOP eram mais propensas a ter autismo — algo que indica uma correlação entre SOP e autismo.

A mesma equipe descobriu anteriormente que crianças com autismo têm níveis elevados de hormônios esteróides sexuais, incluindo testosterona.

Mas mesmo se você tiver SOP, as chances de ter um filho com autismo ainda são muito baixas. 

Os pesquisadores ainda afirmam que a descoberta, no entanto, dá à comunidade médica uma pista importante para entender os fatores que causam o autismo.

Ou seja, conclui-se que o autismo não tem como causa apenas os genes, mas também por hormônios esteroides sexuais pré-natais, como a testosterona.

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Papel da obesidade

O estudo ainda analisou que o mecanismo que liga a testosterona ao autismo provavelmente não são os níveis de testosterona materna. 

Afinal, mesmo que a mãe receba uma dose alta, a placenta tem níveis tão altos de aromatase (uma enzima que converte a testosterona em estrogênio) que a testosterona não chegaria ao feto.

Além disso, mulheres com SOP têm níveis levemente elevados de testosterona. Pelo menos metade das pessoas com SOP tem níveis normais. É por isso que acredita-se que em vez disso, o IMC materno pode ser um fator de autismo.

Entretanto, houve estudos no passado mostrando uma correlação (não causalidade) entre a obesidade materna e um risco aumentado de autismo. 

A saber, as pacientes com SOP têm uma prevalência maior de obesidade do que a população em geral. Talvez isso possa ser outra explicação para as descobertas.

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Cuide da sua saúde

Algumas mudanças no estilo de vida podem ajudar a melhorar os sintomas da SOP. Essas mudanças incluem exercícios e movimentos físicos diários. 

Quando combinado com uma ingestão limitada de carboidratos refinados, ambos podem ajudar a reduzir a resistência à insulina. 

Aliás, atividade diária, baixa ingestão de açúcar e uma dieta de baixa inflamação também podem levar à perda de peso, o que também é importante para reduzir os sintomas da SOP.

Portanto, a mudança do estilo de vida é um fator fundamental para mulheres que sofrem com a Síndrome dos Ovários Policísticos, e que merece atenção sempre pelos profissionais da saúde quando é feito o diagnóstico.

Espero que tenham compreendido a ligação entre SOP e autismo e, para mais dicas e muita informação, siga também meu canal do Youtube!