A vital importância da testosterona para a mulher

A vital importância da testosterona para a mulher

Quando se fala em testosterona, logo vem em mente um homem musculoso fazendo poses para realçar esses atributos, não é mesmo? Essa é uma associação comum feita pelas pessoas, mas que está longe de expressar a real atuação e importância desse hormônio no organismo, principalmente quando se fala no corpo feminino.

Pois sim! As mulheres também possuem níveis de testosterona no corpo que são essenciais para inúmeras funções fisiológicas.

Portanto, minha Ginemusa, decidi desenvolver o artigo que você acaba de acessar com o objetivo de desmistificar algumas questões relacionadas à testosterona. Principalmente no que se refere a sua atuação no organismo feminino.

O fato de você estar aqui consumindo esse conteúdo é uma demonstração do quanto as mulheres têm despertado para o entendimento da atuação de cada hormônio no seu contexto de vida.

A sinfonia hormonal que constitui o corpo feminino é algo magnífico, no sentido de que cada instrumento está no seu devido lugar e tem sua função muito clara e estabelecida. Cada órgão toda sua “partitura” no momento certo, para que a música possa fluir.

Além disso, todos precisam trabalhar em harmonia para que o funcionamento perfeito resulte em uma mulher saudável e ativa.

Sendo assim, vamos explorar um dos hormônios que compõe esse conjunto impecável: a testosterona.

O que é a testosterona?

A testosterona está fortemente associada aos homens porque a concentração deste hormônio no corpo masculino é de 20 a 30 vezes maior se comparado ao feminino. Mas isso não significa que a testosterona não seja relevante para a mulher.

Muito pelo contrário. Ela tem papel fundamental em questões importantíssimas da saúde feminina, como veremos a seguir.

A testosterona faz parte de grupo de hormônios chamados andrógenos. Enquanto que nos homens essa produção acontece em grande quantidade nos testículos, nas mulheres a produção é menor e acontece nas glândulas supra-renais e nos ovários.

A produção da testosterona na mulher ocorre da seguinte forma (em condições normais):

  • Nos ovários são produzidos 25% da quantidade necessária, a partir da estimulação do LH (hormônio luteinizante) produzido na hipófise.
  • Nas glândulas adrenais são produzidos mais 25%.
  • Os outros 50% são produzidos com base na conversão periférica a partir da androstenediona e da DHEA (dehidroepiandrosterona).

Vale destacar que a situação fica delicada com o avançar da idade. A mulher deixa de produzir a testosterona a exemplo do que acontece na menopausa

Em idade fértil, a mulher pode ter seus níveis de testosterona afetados negativamente conforme suas escolhas alimentares, qualidade do sono ou por meio do uso de anticoncepcional por longos períodos.

Principais funções da testosterona na mulher

Na vida da mulher, esse hormônio é peça fundamental quando se fala no quebra-cabeça reprodutivo. Além disso, a testosterona atua sobre diversos aspectos no corpo feminino. 

Veja as principais funções da testosterona na mulher:

  • Aumento e manutenção da massa muscular;
  • Diminuição da gordura corporal;
  • Melhora no desempenho sexual e na libido;
  • Avanço no desempenho cognitivo;
  • Melhor condicionamento da estrutura óssea;
  • Proteção cardiovascular.

Perceba que a finalidade da testosterona na mulher vai ao encontro do que acontece nos homens, sendo esse um hormônio fortemente produzido no corpo masculino para lhes prover o desenvolvimento físico, o aparecimento dos pêlos, engrossamento da voz e amadurecimento da sexualidade, por exemplo.

Desta forma, sua sutil presença no corpo feminino chega para reforçar elementos importantes no que, também, diz respeito ao condicionamento físico, crescimento muscular e disposição sexual.

A importância na vida da mulher

Se você chegou até este ponto da leitura, compreendeu que a mulher também precisa da testosterona na sua composição hormonal atuando em harmonia com os demais hormônios.

A dificuldade em ganhar massa muscular, a falta de libido, o desinteresse generalizado pelas atividades do dia a dia, as dores articulares e até mesmo, o estresse excessivo podem estar associados a baixa quantidade de testosterona no organismo.

A falta da libido é uma das queixas mais frequentes entre as mulheres que alcançaram a menopausa. Uma pesquisa publicada pela The Lancet Diabetes & Endocrinology mostrou que mulheres após a menopausa que foram submetidas a reposição de testosterona tiveram uma melhora perceptível, principalmente, com relação a frequências das relações sexuais e ao desejo sexual.

Dentro deste contexto você já deve ter ouvido falar em testosterona total e testosterona livre. Pois bem! Desejo aproveitar esse momento para esclarecer a diferença que existe entre as duas para que você passe a se atentar a esses números.

A testosterona total, como próprio nome já diz, é a quantidade total produzida pelo organismo. Contudo, a testosterona livre é a parte mais importante dessa história, pois essa última, se refere a quantidade hormonal que o corpo tem disponível para utilizar. Normalmente, a testosterona livre corresponde de 2 a 3% da testosterona total.

Sendo assim, o marcador da testosterona livre é mais relevante que o da total.

Testosterona sem mitos

Após consumir todas as informações acima sobre a essencialidade da testosterona, você pode estar se perguntando: “Mas Dr., como posso aumentar meus níveis de testosterona?”.

Como eu disse anteriormente, a testosterona diminui com o avançar da idade e a presença deste hormônio também é vigorosamente afetada pelo uso de anticoncepcional. Portanto, a reposição de testosterona acaba sendo uma opção plausível para muitas mulheres.

Entretanto, somente o seu médico poderá indicar a reposição e prescrever a periodicidade e quantidade necessárias. Mas esse questionamento pode ser feito por você.

Ainda que a reposição seja uma opção, será preciso aliar hábitos saudáveis como alimentação e prática de atividade física. Mais uma vez, o estilo de vida caminha junto com o perfeito funcionamento do corpo feminino e dos seus hormônios vitais.

Leia mais: Relação sexual e menstruação: existe algum risco?

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