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Entenda as causas da falência ovariana prematura

Quando os ovários de uma mulher param de funcionar antes dos 40 anos, ela tem falência ovariana prematura. 

Essa insuficiência afeta em torno de 1% das mulheres e quando isso acontece, os ciclos menstruais da mulher tornam-se irregulares e param. 

Os ovários param de produzir hormônios como estrogênio e progesterona, e ela para de liberar óvulos regularmente ou para sempre.

As causas são diversas e é sobre elas que trato no artigo abaixo. Confira!

Depende de cada mulher

Algumas mulheres desenvolvem falência ovariana prematura na adolescência, antes mesmo de começarem a ter períodos menstruais. 

Se isso acontecer, a adolescente nunca experimentará a função normal de seus ovários. 

Em contrapartida, para outras mulheres com falência ovariana prematura, seus ovários podem continuar a liberar óvulos intermitentemente e produzir hormônios. 

Essas mulheres podem continuar a ter ciclos menstruais por meses ou anos antes que seus ovários fechem completamente. 

Sintomas mais comuns

Para a maioria das mulheres, o sintoma mais comum é a interrupção da menstruação. Outras mulheres podem notar que seus períodos tornam-se irregulares.

Muitas mulheres apresentam sintomas da menopausa. Ou seja, estes incluem as ondas de calor, suores noturnos, redução de energia, distúrbios do humor, perda de energia e perda do desejo sexual. 

Algumas mulheres percebem que seus cabelos ficam mais finos e têm algumas dores nas articulações. No entanto, cerca de 1 em cada 4 mulheres não apresenta nenhum desses sintomas.

Pode ser muito comum sentir-se ansiosa, preocupada ou mesmo ter sentimentos de desesperança após o diagnóstico. 

Algumas mulheres acham que se sentem muito tristes e até culpadas, pois ter falência ovariana prematura afeta sua fertilidade.

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Causas principais

Existem muitas causas diferentes de falência ovariana prematura. No entanto, para a maioria das mulheres, nenhuma causa subjacente foi encontrada.

Algumas das causas subjacentes incluem:

Cirurgia

Quando seus ovários são removidos após uma cirurgia, você não terá mais estrogênio em seu corpo. 

É comum sentir um início súbito dos sintomas logo após a cirurgia. Antes da operação, é importante discutir com seu cirurgião sobre como receber terapia de reposição hormonal (TRH) após a operação, pois isso reduzirá o risco de sintomas.

Tratamento de câncer

Alguns tipos de quimioterapia e radioterapia podem afetar a função dos ovários. Para algumas mulheres, isso pode ser um efeito temporário, mas para outras pode ser permanente. 

Além disso, se você acha que está em risco de desenvolver falência ovariana prematura no futuro devido a qualquer tratamento contra o câncer, converse com seu médico. 

É importante fazer isso antes de iniciar o tratamento, para que você possa discutir as opções possíveis para a preservação da fertilidade.

Doença auto-imune

Em cerca de 1 em cada 20 mulheres com falência ovariana prematura, a condição é causada por uma doença auto-imune. 

Isso significa que o sistema imunológico (que normalmente protege o corpo contra infecções) se ataca por engano. Por exemplo, diabetes, doenças da tireóide ou doença de Addison.

Condições genéticas

Genética significa que a condição é transmitida por meio de famílias em códigos especiais dentro de células chamadas genes. 

Por exemplo, algumas mulheres com insuficiência ovariana prematura têm anormalidades em parte de seus genes. A mais comum delas é a síndrome de Turner, na qual um dos cromossomos sexuais femininos (o cromossomo X) está faltando. 

Os cromossomos são encontrados em todas as células do corpo e contêm informações genéticas. 

Mas as condições genéticas que causam falência são geralmente mais comuns se tiver outras pessoas na sua família com condição ou se for muito jovem — menos de 20 anos.

Infecções

Certas infecções podem muito raramente ser uma causa de falência ovariana prematura em algumas mulheres. Isso inclui caxumba, tuberculose e malária.

Como é o diagnóstico?

A saber, a maneira mais comum de diagnosticar essa condição é por meio de um exame de sangue que mede o nível de um hormônio chamado hormônio folículo-estimulante (FSH). 

Este nível é geralmente muito alto porque o corpo da mulher produz altos níveis para tentar estimular seus ovários a produzir FSH. 

Normalmente, os médicos poderão pedir duas dessas análises de sangue com várias semanas de intervalo para confirma a falência.

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Como ter melhor qualidade de vida?

Mulheres diagnosticadas com falência ovariana prematura podem ter que recorrer à reposição hormonal para melhorar sua qualidade de vida. 

Porém, converse sempre com seu médico ginecologista para saber qual a melhor indicação para o seu caso, já que cada mulher é única e assim deve ser tratada.

Portanto, espero que o artigo sobre as causas da falência ovariana prematura tenha sido claro e, para mais informações, confira também o vídeo que preparei para meu canal do Youtube. É só dar o play abaixo!