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Endometriose após a menopausa: é possível?

A endometriose após a menopausa é muito rara. No entanto, para as mulheres que sofrem, é importante que seja diagnosticada e tratada.

A ocorrência de endometriose em mulheres na pós-menopausa se observa, de acordo com a literatura médica, entre 2% e 5%. 

Inclusive, um estudo retrospectivo de mais de 42.000 mulheres submetidas a tratamento cirúrgico para endometriose descobriu que 17% estavam na perimenopausa e 2,5% na pós-menopausa. 

Para detalhar este tema, preparei o artigo abaixo. Siga a leitura e confira!

O que é a endometriose?

A endometriose é uma condição em que o tecido semelhante ao endométrio (semelhante ao útero) se em outras partes do corpo, como as trompas uterinas e os ovários. 

Este tecido age da mesma forma que o revestimento do útero, mas ao contrário do revestimento que se desprende a cada mês e deixa o corpo durante o período menstrual, não tem para onde ir. 

Isso causa dor e inflamação, bem como tecido cicatricial, cistos ovarianos e problemas intestinais. 

A endometriose é “impulsionada” pela flutuação dos hormônios femininos que ocorrem durante o ciclo menstrual. 

O que causa a endometriose após a menopausa?

A endometriose após a menopausa é, felizmente, muito rara. Mas, para as mulheres que sofrem, o diagnóstico é importante para o tratamento.

Ela é uma condição mais complexa do que a endometriose em mulheres em idade reprodutiva. 

Também não está claro se as mulheres que sofrem de endometriose pós-menopausa estão experimentando uma continuação de uma condição existente ou experimentando uma nova condição.

É possível que uma mulher tenha tido endometriose assintomática ou não diagnosticada em seus anos reprodutivos e a doença tenha progredido até a pós-menopausa.

Como a endometriose é uma doença inflamatória dependente de estrogênio, a maioria das mulheres que sofrem com a doença encontram seus sintomas aliviados após a menopausa, uma vez que os níveis de estrogênio caem.

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Terapia de reposição hormonal favorece a endometriose?

No entanto, acredita-se que níveis fisiológicos, mas invariáveis, de estrogênio da TRH (terapia de reposição hormonal) possam favorecer o crescimento de lesões endometrióticas. Embora seja menos comum em mulheres na pós-menopausa e menos extensa.

Os dados em torno da TRH e da endometriose são limitados, com pouca evidência para dizer que a endometriose retorna quando as mulheres começam a fazer TRH. 

A terapia combinada contínua (estrogênio e progesterona) parece apresentar um risco menor de endometriose pós-menopausa do que as terapias apenas com estrogênio, em mulheres com e sem histerectomia.

Portanto, é importante o diagnóstico em mulheres com endometriose para que o tratamento adequado tanto na pré quanto na pós-menopausa possa ser prescrito.  

A TRH tem muitos benefícios para a saúde a longo prazo, como a redução do risco de doenças cardíacas e osteoporose, portanto, deve ter avaliação no contexto de outras condições.  

Como é o diagnóstico?

O diagnóstico é desafiador, até porque é raro. O padrão ouro para o diagnóstico de endometriose, independentemente da idade, é a laparoscopia. 

É aqui que se insere uma pequena câmera para inspecionar a pelve em busca de evidências de lesões de endometriose.

Além disso, outros sintomas característicos da endometriose, como a dor intensa, por exemplo, também devem ser observados.

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Fique atenta aos sinais

A endometriose após a menopausa é felizmente rara, mas é preciso fazer mais não apenas para diagnosticar a condição mais cedo em mulheres em idade reprodutiva, mas também para realizar mais pesquisas sobre endometriose pós-menopausa. 

Isso permitirá que as mulheres obtenham o tratamento e o apoio corretos e permitirão que tenham uma melhor qualidade de vida.

Por fim, espero que tenham compreendido um pouco mais sobre a endometriose após a menopausa e, para mais dicas e muita informação, siga também minhas redes sociais. Estou no Instagram, Facebook e Youtube!